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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Política? :( LOL

ELEIÇÕES 2010! Já parou pra analisar?! Procuro diariamente em meus pensamentos saber de onde vem tanta insensatez dos brasileiros. É um efeito cascata que vem desde o mais alto escalão das autoridades até o mais simples plebeu trabalhador minimamente assalariado. É certo que há um grande jogo de interesses onde uma minúscula parcela é favorecida: os políticos eleitos e os financeiros das campanhas eleitorais.
Eu tenho 22 anos e não possuto título de eleitor. Isso não me faz falta ainda. rs.. e espero que tão cedo não faça. (embora eu saiba que logo precisarei. Burocracias!) Não faço questão de votar e tampouco de apertar o botãozinho da urna eletrônica. Que é o que muita gente mais gosta nas eleições: apertar o botãozinho!
O voto obrigatório banalisa a eleição de uma forma gigantesca e devido a isso é que o nosso país está onde está. Como a educação aqui é um privilégio ao envés de ser um direito, poucos têm acesso a ela e é aí que está a chave do subdesenvolvimento. Falta de instrução + Voto obrigatório = MERDA! Porque? Simples! A pessoa sem intelectualidade suficiente para saber dissernir candidato bom de candidato ruim, pra ela não faz diferença quem tá no poder, pra ela não faz diferença em quem votar. Se ela vai ter que ir à urna de qualquer jeito, então é melhor ir e barganhar alguma coisa, ne?! Nem que seja uma dentadura, cem tijolos, um par de sandalias ou óculos de grau.
Voto facultativo seria um passo inicial para uma volta de 180º na situação brasileira no que se diz respeito a educação, saúde, moradia e transportes. Somente iriam ao voto quem realmente tem sede de mudança e consciência no voto. A maioria burra não iria deixar de curtir o domingo de folga tomando seu "negocinho" bem à toa pra sair de casa em pleno domingo pra pegar uma fila. Eu conheço brasileiro.
Eu sempre fui e continuo sendo um ser totalmente apolítico. Eu nunca gostei desse tipo de coisa. Acho um mundo muito cheio de ilusão, mentiras e demagogia. Essas são 3 coisas que não tolero de forma alguma, mas analisando o quadro da disputa pela presidência fiquei a imaginar: O que faz uma pessoa votar numa mulher que no máximo só governou a casa dela e foi colocada pelo homem mais influente do brasil (tambem não é pra menos. Silvio Santos dá dinheiro e tambem é super querido) como a próxima santa a ser canonizada. Talvez seja por causa daquela influência alternativa, hoje, decadente do PT. Aquela coisa de bravura, luta, revolução (eu rio muito com isso) que os metidinhos a também alternativos querendo mudanças a todo custo. Mudanças essa que não vejo, diga-se de passagem. O que enxergo somente é uma melhora na distribuição de renda que o governo atual (nov/2010) conseguiu de maneira medíocre. Não vou citar aqui as mil bolsas criadas que oneraram os cofres públicos mês a mês durante, no mínimo 5 anos. Não venham me falar em números e estatísticas que não dizem nada na prática. O que vale pra mim é o que vejo no meu dia a dia. Violência que só cresce nas maiores capitais brasileiras, marginalização das crianças, abandono das instituições públicas e descaso total com a população.
Por outro lado, o ex-concorrente da primeira presidente ou presidenta do Brasil. Não sei de nada da vida dele, pesquisei bem por alto, mas acho que não valeu muito o meu esforço em busca de informação a respeito, pois não sei em qual mentira vou acreditar. (Essa foi para bons entendedores. rs..) Mas só ele sendo PSDB boa coisa não pode ser. "Diga-me com quem tu andas, que direi quem tu és"; "O homem é produto do meio". Mas como quem tá no inferno tem que abraçar o capeta e fazer um churrasco, não voto, mas votaria nele mesmo, OBRIGATORIAMENTE. Já que eu teria que ir de qualquer maneira. Dos males, o menor, para todos.
Agradeço e parabenizo a você que leu o texto até o final. Se quiser rebater, replicar, fique a vontade. Estou aberto a debate. Abra minha mente e me faça entender a coisa da sua maneira.
 
Yuri Guedes.

sábado, 13 de novembro de 2010

Apartheid Desfarçado


Não sei se isso acontece somente na cidade onde moro, mas independente de onde seja, é que não deveria acontecer algo que acho DEGRADANTE EM ALTO GRAU. Paremos para observar e notemos que existe um Apartheid social desfarçado.
É lastimável, porém real. E em virtude disso, tenho que aceitar calado e, no máximo, reclamar via citação no meu recém-nascido blog.
Os rotulados como sendo Classe A e B não querem jamais, de modo algum, indiscutivelmente se misturar, se envolver com os rotulados como sendo das classes C, D e E(se é que existe uma E). O preconceito é degradante aos extremos e muita gente não viu isso ainda. Acham feio e anti-social estar em meio a "gente feia", como os próprios dizem. Tenho certeza que esses preconceituosos não conhecem o conceito da relatividade.
Quando se toca no ego das pessoas, tudo fica mais complicado. Se torna feio frequentar locais que não foram reconhecidos pelos trablóides locais ou pelos formadores de opinião. Aliás, nem sei porque são denominados assim, afinal, todo ser racional gera uma opinião a respeito de qualquer coisa. Se torna feio o fato de não poder exibir e ostentar que você possui as melhores roupas, os melhores carros, os melhores calçados, os melhores brinquedos caros (jet, lancha, quadriciclo, 4x4). Parece que se cria um bloqueio a quem não se adequa a tal padrão. É, amigo. A coisa é maior que você pensa. Estou inserido diretamente nesse ciclo de interesses e de falso status e sei a realidade da coisa. Eu mesmo sou prova de gente que passa dias e dias trabalhando duro para ganhar uma magra quinzena sofrida para chegar numa balada "Top" e exibir o seu lindo whisky 8 ou 12 anos super caro. É lindo, mas no outro dia o cara tá duro. "Se não pode com o pote, não pega na arrodilha"
Não tou recriminando aqui o fato de luxar. Jamais! Longe de mim. Quem não gosta do que é bom? Quem não gosta de mordomia, que a tire a primeira pedra! O que condeno é o fato de muitas pessoas luxarem não pelo fato de sentirem-se satisfeitos com a qualidade do bem caro, mas sim pelo status que promove exibir tal coisa. Aparecer, simplesmente.
Voltando ao assunto do preconceito (odeio fuga do tema), não admito que uma pessoa seja discriminada simplesmente pela sua classe social. Aliás, acho inadmicível qualquer tipo de discriminação (exceto a dos coloridos e dos extintos emos. rs..). Ser rico ou mais pobre não torna qualquer pessoa melhor ou pior. Em se tratando de índole, caráter, comportamento, acho que tudo isso vem da raíz, da criação, das influências e da personalidade que cada um desenvolve. "Fica no meio dos bons que serás um deles"
Certo dia, eu de papo no MSN com uma certa mulher, confesso que eu estava a xavecá-la, naquela coisa galanteadora partindo de mim pra ela, palavras bonitas pra cá, elogios a mil pra lá, enfim. Tentando ganhar a gata a qualquer custo previamente pela internet, já evitando muito arrodeio após o encontro. Convidei-a para ir a um determinado local que ela não conhecia e lançou-me a seguinte pergunta: "Lá é muito misturado"? Eu rí bastante! rs.. respondi que não tinha entendido o que ela quis dizer com aquilo, mas ela rebate: "Lá da muita gente feia?" Nesse momento meu senso educacional falou bem alto e mudei de assunto totalmente, mas minha vontade era de ter mandado ela ir morar na Europa, já que lá "todo é mundo" é branquinho, do olhinho claro, cabelinho liso e tudo mais.
Não vou aceitar contestamento dizendo coisas do tipo: "ahh.. mas isso existe no mundo inteiro";"isso tem desde que o mundo é mundo e vai continuar pra sempre". Não! Essa regra não se aplica a todo lugar. Países extremamente desenvolvidos INTELECTUALMENTE certamente não se adotam preconceito algum.
Agradeço e parabenizo a você que leu o texto até o final. Se concorda ou discorda, comente. Me apóie ou me faça mudar de ideia.
 
Yuri Guedes.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Modismos que vêm e vão

Não sei desde quando, mas tenho o hábito de observar as peculiaridades do cotidiano atual.
Sinto por não ter muito mais tempo de ver TV, ler jornais, revistas e até mesmo meus preciosos livros de ficção (Dan Brown deve estar triste por isso. rs.) e em virtude dessa falta, costumo ficar menos informado a respeito das atualidades, e assim, observar, absorver e comentar.
Embora todo esse meu “problema”, ainda consigo ver algum restinho de qualquer coisa, enfim.
Outro dia tive observando um programa regional que é veiculado na TV Cultura – Fortaleza – CE
chamado Sanfonas do Brasil (ou algo parecido). Lá, sempre são convidados conhecidos sanfoneiros regionais e nacionais, mas na grande maioria nomes que quase ninguém conhece. Tenho certeza que por causa do estilo musical que tal artista aborda. Geralmente gafieira, choro, xote, xaxado e baião. Ritmos que eu, particularmente, aprecio demais. O que é uma singularidade dentre o publico adorador de música da minha geração.
Analisando tal proporção, pude ver que, gradativamente, essa grade de artistas regionais que tocam o autêntico está se flagelando pouco a pouco, dia após dia, logo não há novos músicos que são inspirados por esse estilo. Acho uma perda imensurável para a música brasileira ver nomes como Chico Justino, Dominguinhos, Civuca, Clementino Moura, Paulo Ney e muito mais verem suas obras sendo apenas registradas nas memorias do tempo e da música, sem legado algum para dar continuidade e inovação.
Outro dia comentando isso com um amigo chamado Karlúcio Lima e o mesmo concordou com a minha observação mas rebateu: Isso é normal. Isso vem acontecendo desde o início da música. Novos estilos nascem e velhos estilos morrem todos os dias. Concordei plenamente, pois logo lembrei do rock antigo, da bossa nova, enfim...
Levando em consideração a “abertura de olho” que o Karlúcio me promoveu, pude ver que essa regra se aplica a diversos segmentos da vida. Seja relacionada à musica, profissão, gírias, moda, estilo e mais em mil coisas. É lamentável. Vejo coisas bizarras nascerem e coisas ótimas morrerem. É o tal modismo influenciado e inspirado sabe lá Deus o porquê.

Agradeço e parabenizo a você que leu o texto até o final.

Yuri Guedes.