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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Modismos que vêm e vão

Não sei desde quando, mas tenho o hábito de observar as peculiaridades do cotidiano atual.
Sinto por não ter muito mais tempo de ver TV, ler jornais, revistas e até mesmo meus preciosos livros de ficção (Dan Brown deve estar triste por isso. rs.) e em virtude dessa falta, costumo ficar menos informado a respeito das atualidades, e assim, observar, absorver e comentar.
Embora todo esse meu “problema”, ainda consigo ver algum restinho de qualquer coisa, enfim.
Outro dia tive observando um programa regional que é veiculado na TV Cultura – Fortaleza – CE
chamado Sanfonas do Brasil (ou algo parecido). Lá, sempre são convidados conhecidos sanfoneiros regionais e nacionais, mas na grande maioria nomes que quase ninguém conhece. Tenho certeza que por causa do estilo musical que tal artista aborda. Geralmente gafieira, choro, xote, xaxado e baião. Ritmos que eu, particularmente, aprecio demais. O que é uma singularidade dentre o publico adorador de música da minha geração.
Analisando tal proporção, pude ver que, gradativamente, essa grade de artistas regionais que tocam o autêntico está se flagelando pouco a pouco, dia após dia, logo não há novos músicos que são inspirados por esse estilo. Acho uma perda imensurável para a música brasileira ver nomes como Chico Justino, Dominguinhos, Civuca, Clementino Moura, Paulo Ney e muito mais verem suas obras sendo apenas registradas nas memorias do tempo e da música, sem legado algum para dar continuidade e inovação.
Outro dia comentando isso com um amigo chamado Karlúcio Lima e o mesmo concordou com a minha observação mas rebateu: Isso é normal. Isso vem acontecendo desde o início da música. Novos estilos nascem e velhos estilos morrem todos os dias. Concordei plenamente, pois logo lembrei do rock antigo, da bossa nova, enfim...
Levando em consideração a “abertura de olho” que o Karlúcio me promoveu, pude ver que essa regra se aplica a diversos segmentos da vida. Seja relacionada à musica, profissão, gírias, moda, estilo e mais em mil coisas. É lamentável. Vejo coisas bizarras nascerem e coisas ótimas morrerem. É o tal modismo influenciado e inspirado sabe lá Deus o porquê.

Agradeço e parabenizo a você que leu o texto até o final.

Yuri Guedes.

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